{"id":1183,"date":"2026-01-13T13:37:17","date_gmt":"2026-01-13T13:37:17","guid":{"rendered":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/?p=1183"},"modified":"2026-01-15T11:43:14","modified_gmt":"2026-01-15T11:43:14","slug":"a-importancia-das-ies-junto-as-populacoes-vulneraveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/?p=1183","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia das IES junto \u00e0s popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap has-secondary-color has-text-color has-link-color wp-elements-8d3c48a6d5fc4e693aa7a0afa8fb2ed7\">M<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">uito se discute sobre o papel social das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (IES), assunto que, nos \u00faltimos anos, tem ganhado destaque, especialmente no que diz respeito \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento comunit\u00e1rio e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da inclus\u00e3o social. Toda IES produz impacto social, algo que ocorre desde a cria\u00e7\u00e3o da primeira universidade, j\u00e1 que o conhecimento produzido levou, e ainda leva, a mudan\u00e7as nas sociedades. Ressalta-se, no entanto, que nem sempre houve preocupa\u00e7\u00e3o dessas institui\u00e7\u00f5es com o aspecto social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\"><strong><em>Santos (2005)<\/em><\/strong> ressalta que a universidade \u00e9 um territ\u00f3rio que demarca suas fronteiras, racionalizando aspectos socioecon\u00f4micos e pol\u00edticos em normas por ela estabelecidas. Permeada por fun\u00e7\u00f5es e hierarquias, permaneceu enclausurada por d\u00e9cadas, e hoje tem o desafio, imposto pela sociedade, de exercer seu papel social. Esse desafio, nas palavras de <strong><em>Morin (2012, sinopse)<\/em><\/strong>, tem o \u201cm\u00e9rito de introduzir uma nova e criativa reflex\u00e3o no contexto das discuss\u00f5es que est\u00e3o sendo feitas sobre a educa\u00e7\u00e3o para o S\u00e9culo XXI\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">Assim, as IES s\u00e3o chamadas a se reconstru\u00edrem para fora de seus muros, incorporando saberes de outros grupos sociais. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>Seu papel n\u00e3o \u00e9 apenas o de doar saber, mas passa a ser o de receber e compartilhar saber \u2014 papel que mobiliza afetos e perspectivas tanto de educadores e educandos quanto da pr\u00f3pria comunidade.<\/p><cite><strong><em>&#8211; A import\u00e2ncia das IES junto \u00e0s popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis<\/em><\/strong><\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">Nessa situa\u00e7\u00e3o, \u201cningu\u00e9m educa ningu\u00e9m e ningu\u00e9m educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo\u201d <strong><em>(Freire, 1996, p. 68)<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">No Brasil, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o do Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Superior (SINAES), institu\u00eddo pela <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2004\/lei\/l10.861.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei n\u00ba 10.861, de 14 de abril de 2004<\/a> <strong><em>(Brasil, 2004)<\/em><\/strong>, as discuss\u00f5es sobre a responsabilidade social das IES ganharam destaque. Esses debates sa\u00edram fortalecidos quando da ocorr\u00eancia da Confer\u00eancia Mundial sobre Ensino Superior, em 2009, organizada pela <a href=\"https:\/\/www.unesco.org\/pt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (UNESCO)<\/a>, cujo documento \u201cAs novas din\u00e2micas do ensino superior e pesquisas para a mudan\u00e7a e o desenvolvimento social\u201d <strong><em>(UNESCO, 2009)<\/em><\/strong> passou a nortear a atua\u00e7\u00e3o dos Estados-membros da <a href=\"https:\/\/brasil.un.org\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU)<\/a>. Mais do que formar profissionais qualificados, as IES s\u00e3o chamadas \u00e0 responsabilidade de atuar como agentes de transforma\u00e7\u00e3o, promovendo a\u00e7\u00f5es que busquem reduzir desigualdades, ampliar oportunidades e fortalecer o v\u00ednculo social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">No Brasil, pa\u00eds de in\u00fameras desigualdades, essa \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o das IES que ganha extrema relev\u00e2ncia e pode ocorrer de in\u00fameras formas, sendo as principais atividades as de extens\u00e3o e a pesquisa aplicada. Esses dois tipos de a\u00e7\u00f5es trazem consigo a possibilidade de diminui\u00e7\u00e3o de barreiras sociais e da promo\u00e7\u00e3o de inclus\u00e3o, sobretudo em contextos de desigualdades e vulnerabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">Mas, primeiro, \u00e9 importante compreender o que se entende por desigualdade e vulnerabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">A desigualdade trata da distribui\u00e7\u00e3o diferente de recursos, oportunidades e direitos pelos diversos estratos sociais que comp\u00f5em uma sociedade, resultando em n\u00edveis elevados de pobreza, exclus\u00e3o e discrep\u00e2ncia de acesso a servi\u00e7os b\u00e1sicos, tais como saneamento e servi\u00e7os sociais, para alguns grupos em detrimento do privilegiamento de outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">Segundo <a href=\"https:\/\/www.worldbank.org\/ext\/pt\/country\/brazil\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dados<\/a> do Banco Mundial (2020), o Brasil apresenta uma das maiores desigualdades de renda do mundo, com o 1% mais rico da popula\u00e7\u00e3o concentrando uma parcela significativa dos recursos nacionais, enquanto uma parcela expressiva da popula\u00e7\u00e3o vive em condi\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade socioecon\u00f4mica. A desigualdade tamb\u00e9m se manifesta de forma regional, sendo mais acentuada nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, caracterizadas por menor desenvolvimento econ\u00f4mico e maior d\u00e9ficit de infraestrutura e servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">Por sua vez, a vulnerabilidade social diz respeito \u00e0 desvantagem de grupos sociais diante de fatores econ\u00f4micos, ambientais, culturais ou pol\u00edticos que amea\u00e7am sua sobreviv\u00eancia e bem estar. Grupos como povos ind\u00edgenas, comunidades quilombolas, popula\u00e7\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o de rua, minorias raciais e indiv\u00edduos com defici\u00eancia encontram-se frequentemente em situa\u00e7\u00f5es de maior risco de exclus\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o e desigualdade de oportunidades. Segundo <a href=\"https:\/\/www.ipea.gov.br\/cartadeconjuntura\/index.php\/tag\/desigualdade-de-renda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">levantamento<\/a> do <a href=\"https:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada<\/a> <strong><em>(IPEA, 2019)<\/em><\/strong>, esses grupos enfrentam obst\u00e1culos no pa\u00eds que dificultam o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade, sa\u00fade, moradia digna e ao mercado de trabalho formal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">Dessa forma, as a\u00e7\u00f5es das IES que envolvem extens\u00e3o e pesquisa aplicada devem se voltar, prioritariamente, para esses grupos sociais desiguais e vulner\u00e1veis, considerando as interseccionalidades. Esse papel est\u00e1 ancorado no compromisso com os setores socialmente exclu\u00eddos e na \u00e9tica da convic\u00e7\u00e3o, que \u00e9 calcada em valores e na dignidade humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">Entretanto, a fun\u00e7\u00e3o social das IES n\u00e3o deve ser paternalizante, j\u00e1 que esta postura afeta o protagonismo e a autonomia das comunidades. Projetos que imponham a\u00e7\u00f5es por parte das IES, apesar do objetivo altru\u00edsta de beneficiar a comunidade, inibem o protagonismo local. \u00c9 uma quest\u00e3o \u00e9tica importante a ser considerada, posto que, tradicionalmente, as IES se veem no papel de detentoras do saber.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>A visualiza\u00e7\u00e3o da comunidade como receptora passiva de a\u00e7\u00f5es torna a a\u00e7\u00e3o desequilibrada, e \u00e9 constru\u00e7\u00e3o que tem origem no estere\u00f3tipo de que grupos minorit\u00e1rios vulner\u00e1veis s\u00e3o \u00e1vidos por receber sem ter muito o que dar em troca, em um processo de desvaloriza\u00e7\u00e3o dos saberes n\u00e3o universit\u00e1rios.<\/p><cite><strong><em>&#8211; A import\u00e2ncia das IES junto \u00e0s popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis<\/em><\/strong><\/cite><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">A fim de evitar esse vi\u00e9s, \u00e9 importante que haja coopera\u00e7\u00e3o, respeito m\u00fatuo e a incorpora\u00e7\u00e3o dos saberes e experi\u00eancias locais na constru\u00e7\u00e3o dos projetos, bem como a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os para comunica\u00e7\u00e3o e escuta ativa. Assim, a meta \u00e9 a busca por solu\u00e7\u00f5es equilibradas, sem paternalismo ou um libertarismo extremo. Parceria e respeito \u00e0 diversidade s\u00e3o fundamentais, pois somente dessa forma \u00e9 poss\u00edvel construir solu\u00e7\u00f5es conjuntas e transformadoras, j\u00e1 que nem sempre o t\u00e9cnico, apesar de seu conhecimento, est\u00e1 mergulhado na realidade local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">Para que isso seja alcan\u00e7ado \u00e9 necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico do territ\u00f3rio onde a IES est\u00e1 inserida. O diagn\u00f3stico, baseado em dados sociodemogr\u00e1ficos obtidos de fontes confi\u00e1veis, nortear\u00e1 a IES para que esta possa come\u00e7ar a conhecer seu entorno. Al\u00e9m desses, dados epidemiol\u00f3gicos s\u00e3o fundamentais para a realiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade. No entanto, o mais importante \u00e9 ouvir a comunidade e entender suas necessidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">A seguir, como exemplos, apresentam-se algumas a\u00e7\u00f5es efetivas realizadas com diferentes grupos sociais vulner\u00e1veis e minorit\u00e1rios:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\"><strong>Universidade e comunidades ind\u00edgenas:<\/strong> a <a href=\"https:\/\/ufsc.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Federal de Santa Catarina<\/a> trabalha com os povos ind\u00edgenas da regi\u00e3o. Para tanto, inicia suas a\u00e7\u00f5es conversando com as comunidades, entendendo suas demandas e, a partir da\u00ed, elabora projetos. Pontos principais: respeito \u00e0 autonomia e aos saberes ind\u00edgenas (inclusive na \u00e1rea da sa\u00fade); ind\u00edgenas como protagonistas, enquanto os alunos e professores atuam como auxiliares; respeito \u00e0s diferentes culturas com projetos espec\u00edficos para cada comunidade; conscientiza\u00e7\u00e3o dos educandos sobre mitos, tais como o \u201cbom selvagem\u201d <strong><em>(Castelan, 2024)<\/em><\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\"><strong>Trabalho com comunidades rurais na Bahia: <\/strong>essas comunidades apresentam especificidades em seu modo de vida, que foram consideradas pelos educandos da <a href=\"https:\/\/portal.uneb.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade do Estado da Bahia<\/a>. Foram abordados temas relacionados \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e ao manejo das \u00e1reas coletivas. Com a experi\u00eancia, houve uma troca de saberes entre os visitantes e a comunidade <strong><em>(Bispo et al., 2020)<\/em><\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\"><strong>Centro Universit\u00e1rio de S\u00e3o Paulo:<\/strong> realizou a\u00e7\u00f5es interdisciplinares em um equipamento de prote\u00e7\u00e3o social voltado para pessoas idosas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e risco social. Para tanto, foram ouvidas previamente pessoas idosas e t\u00e9cnicos que trabalham nesses servi\u00e7os. Para os graduandos participantes, ouvir hist\u00f3rias de vida de outro grupo de pessoas, e poder conviver com elas, mostrou a import\u00e2ncia do respeito, da escuta e da empatia <strong><em>(Manso, 2023)<\/em><\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">A <a href=\"https:\/\/www.pucminas.br\/destaques\/Paginas\/default.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PUC Minas<\/a> tem diversos projetos e pesquisas focados em pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua, destacando-se o projeto de extens\u00e3o &#8220;Andan\u00e7as: popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua e pr\u00e1ticas transdisciplinares&#8221;, que trabalha na escuta, acolhimento e promo\u00e7\u00e3o da cidadania <strong><em>(Almeida; Cardoso, 2016)<\/em><\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">\u00c9 importante destacar que nem sempre as a\u00e7\u00f5es extensionistas s\u00e3o bem-vistas ou deixam de apresentar dificuldades. A <a href=\"https:\/\/www.uece.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade Estadual do Cear\u00e1<\/a> realizou pesquisa com as comunidades circunvizinhas para verificar como estas sentiam e viam as a\u00e7\u00f5es de extens\u00e3o universit\u00e1ria realizadas por seus docentes e discentes. Foram 19 bairros pesquisados, nos quais a comunidade solicitou mais a\u00e7\u00f5es que debatessem direitos, cidadania e viol\u00eancias. Foram citadas como dificuldades significativas: aus\u00eancia de interesse tanto de educandos participantes dos projetos quanto de moradores e a falta de comunica\u00e7\u00e3o interna entre os cursos, com a\u00e7\u00f5es em duplicata <strong><em>(Fernandes et al., 2012)<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">Outros estudos tamb\u00e9m mostram como desafios: a presen\u00e7a de estigmatiza\u00e7\u00e3o dos grupos vulner\u00e1veis e paternaliza\u00e7\u00e3o; pouco engajamento por parte dos pr\u00f3prios educadores (por inexist\u00eancia de projetos em sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, desconhecimento das metodologias e, ainda, resist\u00eancia \u00e0 dedica\u00e7\u00e3o de horas extraclasse para planejamento e implementa\u00e7\u00e3o das atividades); insuficiente divulga\u00e7\u00e3o dos projetos tanto nas IES quanto na comunidade, reduzindo a amplitude de atendimento e o impacto das a\u00e7\u00f5es; e a morosidade na elabora\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o de projetos <strong><em>(Santana et al., 2021)<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">A implementa\u00e7\u00e3o efetiva da fun\u00e7\u00e3o social das IES ainda permanece, portanto, como um desafio a ser superado. Embora haja avan\u00e7os importantes na cria\u00e7\u00e3o de projetos interdisciplinares bem sucedidos, voltados para popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, restam obst\u00e1culos relacionados \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, ao envolvimento das comunidades \u2014 tanto internas quanto externas \u00e0s IES \u2014, \u00e0 supera\u00e7\u00e3o de estigmas e \u00e0 resist\u00eancia institucional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-medium-font-size\">Somente por meio de integra\u00e7\u00e3o entre teoria e pr\u00e1tica, aliada ao reconhecimento dos saberes locais e \u00e0 escuta ativa das comunidades, as IES poder\u00e3o cumprir seu papel de agentes transformadores da sociedade, contribuindo de forma efetiva para a justi\u00e7a social, a inclus\u00e3o e o desenvolvimento coletivo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-x-small-font-size\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">ALMEIDA, Bruno Vasconcelos de; CARDOSO, Poliana Renata. Andan\u00e7as, ruas e afetos: problematiza\u00e7\u00f5es de pr\u00e1ticas extensionistas junto a moradores de rua. <strong>Anais do VII Congresso Brasileiro de Extens\u00e3o Universit\u00e1ria<\/strong>, Universidade Federal de Ouro Preto. 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">BANCO MUNDIAL. <strong>Desigualdade de renda no Brasil<\/strong>. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.worldbank.org\/pt\/country\/brazil\/overview\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.worldbank.org\/pt\/country\/brazil\/overview<\/a>. Acesso em: 20 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">BISPO, Rogerio de Souza et al. Experi\u00eancia de extens\u00e3o universit\u00e1ria com comunidades tradicionais de Fundo de Pasto. <strong>Anais do XI Congresso Brasileiro de Agroecologia<\/strong>, S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, Sergipe, v. 15 n\u00ba 2, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">BRASIL, 2004. Lei n\u00ba 10.861, de 14 de abril de 2004. <strong>Institui o Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Superior \u2014 SINAES<\/strong> e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2004\/lei\/l10.861.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2004\/lei\/l10.861.htm<\/a>. Acesso em: 20 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">CASTELAN, Daniel Ricardo. Extens\u00e3o universit\u00e1ria e comunidades de povos origin\u00e1rios. <strong>Revista Eletr\u00f4nica de Extens\u00e3o<\/strong>, v. 21, n\u00ba 50, p. 02 10, 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">FERNANDES, Marcelo Costa. Universidade e a extens\u00e3o universit\u00e1ria: a vis\u00e3o dos moradores das comunidades circunvizinhas. <strong>Educa\u00e7\u00e3o rev.<\/strong>, v. 28, n\u00ba 4, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">FREIRE, Paulo. <strong>Pedagogia da autonomia:<\/strong> saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa. 14\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">INSTITUTO DE PESQUISA ECON\u00d4MICA APLICADA. IPEA. <strong>Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios<\/strong>. 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ipea.gov.br\/cartadeconjuntura\/index.php\/tag\/desigualdade-de-renda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.ipea.gov.br\/cartadeconjuntura\/index.php\/tag\/desigualdade-de-renda\/<\/a>. Acesso em: 20 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">MANSO, Maria Elisa Gonzalez. Projeto de extens\u00e3o universit\u00e1ria em uma comunidade de pessoas idosas em S\u00e3o Paulo durante a pandemia COVID-19: experi\u00eancias. <strong>PerCursos<\/strong>, Florian\u00f3polis, v. 24, e0103, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">MORIN, Edgar. <strong>A cabe\u00e7a bem-feita: <\/strong>repensar a reforma, reformar o pensamento. 20\u00aa ed. Rio de Janeiro, Bertrand, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">ORGANIZA\u00c7\u00c3O DAS NA\u00c7\u00d5ES UNIDAS PARA A EDUCA\u00c7\u00c3O, CI\u00caNCIA E CULTURA. UNESCO. <strong>Confer\u00eancia Mundial sobre Ensino Superior 2009<\/strong>. As novas din\u00e2micas do ensino superior e pesquisas para a mudan\u00e7a e o desenvolvimento social. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/portal.mec.gov.br\/index.php?option=com_docman&amp;view=-download&amp;alias=4512-conferencia-paris&amp;Itemid=30192\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/portal.mec.gov.br\/index.php?option=com_docman&amp;view=-download&amp;alias=4512-conferencia-paris&amp;Itemid=30192<\/a>. Acesso em: 20 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">SANTANA, Regis Rodrigues. Extens\u00e3o universit\u00e1ria como pr\u00e1tica educativa na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade. <strong>Educa\u00e7\u00e3o Real<\/strong>. v. 46, n\u00ba 2, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-nunito-font-family has-x-small-font-size\">SANTOS, Boaventura Souza. <strong>A universidade no s\u00e9culo XXI:<\/strong> para uma reforma democr\u00e1tica e emancipat\u00f3ria da universidade. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2005.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h5 class=\"wp-block-heading has-text-align-right has-poppins-font-family has-medium-font-size\"><strong>Autora<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-nunito-font-family has-small-font-size\" style=\"font-style:italic;font-weight:400\">Maria Elisa Gonzalez Manso<br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3010843907901913\" data-type=\"link\" data-id=\"lattes.cnpq.br\/3010843907901913\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">lattes.cnpq.br\/3010843907901913<\/a><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M uito se discute sobre o papel social das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (IES), assunto que, nos \u00faltimos anos, tem ganhado destaque, especialmente no que diz respeito \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento comunit\u00e1rio e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da inclus\u00e3o social. Toda IES produz impacto social, algo que ocorre desde a cria\u00e7\u00e3o da primeira universidade, j\u00e1 que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1197,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[13,26,73,72,74],"class_list":["post-1183","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-capa","tag-capa","tag-educacao","tag-ies","tag-instituicoes-de-ensino-superior","tag-populacoes-vulneraveis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1183"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1183\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1198,"href":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1183\/revisions\/1198"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/empauta.saocamilo-sp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}